cineminha
deixando de ser relapso e correndo pra me atualizar com os filmes em cartaz. e como adoro uma modinha, comecei pelos filmes do oscar.
guerra ao terror me impressionou.
fui dormir todo perturbado no dia que ví.
interessante também a direção da Kathryn Bigelow – não lembro de mulheres que fizeram grandes filmes de guerra – e a atuação do Jeremy Renner, ator que eu só me recordo atuando em filmes de segunda.
agora vou tentar ver o filme da Sandra Bullock pra entender como ela conseguiu a façanha de ser indicada.
e nine eu não vou ver – detesto musicais.
banzo
e eu to ouvindo joao e maria, com o chico buarque e a nara leão.
bateu uma saudade imensa dos anos 1970. eu era criança, bem criança – portanto havia ingenuidade, aquela coisa de não saber que existe todo um mundo lá fora e o mundo se fechava na sala de estar.
nos domingos não havia insatisfação por nada ter pra fazer. bastava os trapalhoes nas 7h e o fantastico as 8h. pra que mais? tem mais? eu não precisava saber.
das últimas
e em dias como esses de haiti devastado, da hebe doente, do trabalho da dona zilda arns interrompido, de são paulo abandonada e desgovernada…
me resta pouco além de tomar um uisque e pensar na vida.
segunda década
já é a segunda década. vivi os anos 70 (bem pouco!), 80 e 90 do século passado.
comecei o ano com o pezinho no submundo, mas caí na real e corri de volta pro lar em menos de 30 minutos. e ae chegou 2010 e agora eu quero beleza e delicadeza e educação. quero também ser mais saudável – sem abandonar a cerveja do dia-a-dia, o uisque da noite ou os aditivos quase naturais pro relaxamento. quero também os amigos. e o sexo e o romance.
e quero que todos sejam felizes.
lamúrias
na verdade eu adorei o natal. em familia, com um monte de gente que me ama.
claro que reclamei do primo bebâdo e feliz, do excesso de comida que põe a perder todo o meu esforço em mater o corpo em ordem, da rotina nos festejos e da música de natal tocada no cavaquinho.
mas de falta de carinho não posso pra reclamar.
ladeira abaixo
são paulo está desgovernada.
não consigo ver de outra forma.
desde erundina, nós não tínhamos um prefeito tão despreparado.
provisório
e hoje a praça roosevelt se muda pra santa casa.
na torcida pelo bortolotto.
consciência
tudo sentir total é chave de ouro do meu jogo
é fósforo que acende o fogo da minha mais alta razão
e na seqüência de diferentes naipes
quem fala de mim tem paixão”
wally salomão
diarinho de sodoma
e eu lí que nós católicos temos que começar a montar a árvore de natal no dia 30 de novembro e ir decorando aos poucos, a medida que o dia 25/12 se aproxima. tô atrasado porque nem árvore tenho ainda. esse final-de-semana vou acertar minhas contas com o Papa. medo do purgatório!
no mais tudo nos eixos: minha rua, a frei caneca, continua suja, sem cestos de lixo e com iluminação caminhando rumo as trevas.
o que alivia é que as ruas próximas como a augusta, haddock lobo e bela cintra, também estão no mesmo barco furado.
pelo menos não dá pra acusar o prefeito de discriminação.
é incompetência mesmo.
só me acalmo danando
sobre o arruda e os democratas:
eu não confio em alguém que jurou pelos filhos em vão.
tampouco no partido que acolhe o herege.
balada de gisberta
a 1.44 minutos desse vídeo eu reconheci a música mais bonita que ouvi esse ano.
é a bethânia cantando pedro abrunhosa – balada de gisberta.
Balada de Gisberta – Pedro Abrunhosa
Perdi-me do nome,
Hoje podes chamar-me de tua,
Dancei em palácios,
Hoje danço na rua.
Vesti-me de sonhos,
Hoje visto as bermas da estrada,
De que serve voltar
Quando se volta p’ró nada.
Eu não sei se um Anjo me chama,
Eu não sei dos mil homens na cama
E o céu não pode esperar.
Eu não sei se a noite me leva,
Eu não ouço o meu grito na treva,
E o fim vem-me buscar.
Sambei na avenida,
No escuro fui porta-estandarte,
Apagaram-se as luzes,
É o futuro que parte.
Escrevi o desejo,
Corações que já esqueci,
Com sedas matei
E com ferros morri.
Eu não sei se um Anjo me chama,
Eu não sei dos mil homens na cama
E o céu não pode esperar.
Eu não sei se a noite me leva,
Eu não ouço o meu grito na treva,
E o fim vem-me buscar.
Trouxe pouco,
Levo menos,
E a distância até ao fundo é tão pequena,
No fundo, é tão pequena,
A queda.
E o amor é tão longe,
O amor é tão longe…
E a dor é tão perto.
ouro de tolo
receita pro sucesso de um blog: cite zora yonara ou então ensine com fazer batata-bolinha.
“trepada com a bebâda” também atrai o povo.
outra bem cotada é “travesti”. e michael jackson nunca decepciona.
ressaltando que o sucesso em questão é contabilizado com umas 50 visitas.
já estiveram melhor: “madonna”, “britney spears”, “sexo com animais” e “bbb”.
speak low

o final da minha tarde tá elegante.
dá pra ouvir várias no território eldorado.
billie holiday que foi a minha segunda cantora preferida quando eu tinha 17 anos. a primeira, dos 16 aos 17, foi a paula toller.
encanteria
em um momento raiz fui, como de costume, ouvir o novo da maria bethânia.
dois novos – “encanteria”, um legítimo cd de samba e “tua”, romântico, de acento mais urbano.
arrebatadores.
hoje, a bethânia está artisticamente, um degrau acima dos seus pares intérpretes. fiquei procurando problemas e apenas uma música me deixou assim, achando que não deveria estar ali. jorge vercilo não é bom. sorry.
em 22 músicas inéditas, uma ousadia, um grande momento de refinada cultura popular.
intimidade
não sou dos que se frustam de uma hora pra outra.
mas hoje, sábado bonito, fiquei um pouco irritado por estar trabalhando e descobrir que a segunda-feira é feriado. eu deveria ter ido viajar, se ao menos soubesse com antecedência do feriado. e por que não soube? por que estou trabalhando enlouquecidamente e esqueci que existe vida além do escritório.
deve existir pela rua coisas interessantes como sexo ou então comida boa. um amigo, talvez.
meu mundo real é virtual.
mais simples é dar uma cochilada.




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